terça-feira, 12 de julho de 2011

Era Vidro, E se Quebrou

Amizade é uma coisa estranha.

Todos temos, ou ao menos já tivemos, o que acreditamos ser o melhor amigo.

É geralmente aquele que aparece meio do nada, começa sempre sem pretensão, pode ser que, no começo, um até estranhe o outro.

Mas o tempo passa e, o que é pra ser, sempre acaba sendo.

Vocês se vêem cada vez mais próximos até que, se não se encontram todos os dias, ao menos não deixam de pensar um no outro. Fazem planos, trocam segredos, você geralmente conhece mais do seu amigo que de você mesmo, ou do que ele próprio. É uma certeza, vocês estarão sempre juntos.

É claro que surgem as brigas, os desentendimentos, mas duram pouco, quase nada, nem dez minutos. Sem o amigo, as coisas perdem a graça.

Mas o tempo passa.

E, nada, absolutamente nada, resiste a ele.

O seu amigo vai ficando estranho, você, consequentemente, também, vocês vão se falando menos, por mais que ainda se gostem, é um afastamento quase natural.

As pessoas mudam, seus amigos também.

Até que chega o ponto onde vocês não se reconhecem mais. E aquela amizade que parecia eterna, não passa mais de um carinho, forte, mas ainda assim, insuficiente para levar a amizade a diante.

Você olha para o seu amigo e ele mudou tanto que você simplesmente não sabe mais o que conversar com ele, parece que os papos antigos não o interessam mais, e você também não sabe se conseguiria mantê-los, não com esse amigo.

E, então, por mais que doa, cada um segue seu caminho.

Obrigado a todo mundo que, nesses quase quatro anos, me acompanhou, por um período que seja, nesse blog.

As alegrias que eu senti com ele, o orgulho, são indescritíveis, mas, infelizmente, não dá mais.

Consegui um mísero tempo, e um último resquício de inspiração agora, e só não estou chorando um mar porque minha irmã está no mesmo quarto que eu. Sei que vou chorar quando estiver sozinho.

Sinto que, por mais que seja uma bosta, a melhor coisa que já fiz até hoje, foi esse blog.

Talvez, um dia, eu volte. Quem sabe.

Até lá, vou continuar no Daquilo que Não se Vê, e na minha vida medíocre.

Obrigado, de coração. Se alguém ainda lê isso aqui.

8 palhaçadas:

Mayara Buss disse...

era mto bom qndo eu tava sempre vendo o blog, lendo e rindo com suas histórias malucas. boa sorte com tudo aí na vida. e volte.

Gabriela Petrucci disse...

Nesse caso, espero que o tempo não passe pra gente.
E, poxa, chorei. :/

Sasha Portrait disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ana Flavya disse...

Chorei, realmente.
É estranho os laços que fazemos por blog.
Você abre a sua vida para os outros lerem e falarem sobre.
E assim, eu nem vi você nas últimas atualizações, eu apenas estava pensando hoje por onde anda Henrique Miné? e liguei o pc e vim olhar seu blog.
A vida segue, novos caminhos surgem, mais vou sentir falta de isso aqui.Dessas coisas que só acontecem com você e desse seu jeito único de saber conta-las.
Volte um dia sim ! e enquanto não voltar que seus dias tenham MUITA graça, e que você volte um dia para contar, e que esses dias sejem maravilhosos.
Um beijo, serei sempre fã de você e de suas histórias :*

Bruno disse...

Poxa.

Yasmin F. disse...

Ahh nãoo. apesar de eu me ausentar um monte.. vc sempre foi meu blogueiro favorito.. fazia das histórias trágicas as mais divertidas!

Espero que vc volte.. foi um ótimo feiro seu esse blog! Não desista facilmete e seu texto FICOU ÓTIMO!! Pura verdade.. sobre as amizades! =/

Rafael disse...

Po, eu fico um tempo sem entrar, e quando apareço você diz que o blog acabou? Po!
Abraço

Carolaine disse...

rapaz,sempre achei muito bom esse blog aqui,enfim,foi bom enquanto durou D:.Já seguia o outro,e vou passar a ler com mais frequência!

 

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