Oito e meia da manhã, estou trabalhando, acordei cerca de uma hora atrás. Logo, ainda não acordei. Estou insuportável. Meu celular toca.
Na tela, apenas um monte de números, nenhum nome da agenda, sinal de merda. Pensei em não atender, mas sabe como é, a merda pode ficar maior, atendi.
“Oi”
“Olá, com quem falo?”
Pronto, eu não devia ter atendido, era uma mulher, com voz sorridente (e, acredite, isso existe) perguntando “com quem falo” isso é problema. Fiquei com vontade de responder “você ligou para meu celular e não sabe quem sou?” mas relevei e me limitei a dizer meu nome.
“Henrique…” Já disse esperando o pior.
“Olá Henrique! (o tom sorridente da voz dela era insuportável) aqui é a Josefina da Wizard, tudo bem?”
Viu, problemas.
“Grrr…”
“Então, você conhece o Rafael?”
Sim, conheço uns duzentos, nesse momento odiava todos. E suas famílias.
“Rafaeel…não…”
“É, Rafael, cursa Ciências Sociais na UEM”
Ótimo, agora já sei quem odiar. O da minha sala.
“Ciências Sociais? Não moça, nunca ouvi falar”
Eu esperava, do fundo do meu coração que ela desistisse depois dessa, mas ela resolveu continuar ainda assim, talvez porque percebeu minha mentira, talvez porque não tivesse nada melhor para fazer.
“Pois então (e ela disse como se nada tivesse dado errado em seu plano maléfico), o Rafael…”
“Que não sei quem é” Fiz questão de interromper.
“É, ele disse que você tem interesse em aprender um segundo idioma, é verdade?”
“Não moça, não tenho interesse. E não conheço esse Rafael.”
“Não tem interesse…”
“É, não!”
Pronto. Vitória, Tchau, vai com Deus.
“Por que não?”
É essa insistência idiota que me dá nos nervos, ela devia ter desistido quando eu disse que não conheço nenhum Rafael, mas ela continuou, e continuaria por muito mais tempo se eu não cortasse logo o papo, experiência própria.
“Sabe moça, estou trabalhando aqui…”
“Ah, desculpe, posso ligar em outra hora?”
“Talvez eu não atenda”
“Tá ok então, bom dia (com voz sorridente)”
Sabe, um dia eu acho o quartel general onde esses robôs ficam escondidos e jogo uma bomba.
Mas só depois de matar o Rafael, né.

8 palhaçadas:
Aaaaah, a Ju fez a mesma coisa comigo, eu atendi o cara dormindo.
Ele riu da minha cara.
"Você já fez algum curso de idiomas?"
"Ahn, é, já..."
"E por que você não está interessada em fazer um curso de idiomas, você não acha importante?"
"Eu... *bocejo* acho..."
"Mas você não vai fazer?"
"Eu já disse que... que.. já fi-fiz... Já sou até formada"
"E você não vai continuar?"
Aí eu não lembro o que mais aconteceu, só que eu voltei a dormir e sonhei com os pinguins-zumbis!
Depois que você matar o Rafael, eu levo frango pra você aos sábados, na cadeia! :P
Beeeeeeijo ♥
huahuhauha..
Ahh ngm merece essas telefonistas!
Coitado do tal do Rafael,
ele só estava tentando ajudar.
Beijos, rs
Quem tem um amigo assim nem precisa de inimigo.Mas sempre tem um ser humano com voz sorridente que liga aqui em casa,eu ouço o "olá com quem eu falo?"e já desligo kkkkkkkkk
Beijos
Esse pessoal do Telemarketing deveria serem mais e melhores treinados...
E "por que não?" foi quase melhor do que a sua observação "Que eu não conheço...".
Abraço!
OAPSKAOSPAKSOAPSKAPSOPASK
Ninguém merece esses telefonemas, o pior é que essas mulheres que ligam (porque sempre são mulheres? '-') não entendem quando dizemos que não estamos interessados...
Beijos
eu conheço a moça que ligou, já ligou pra mim. :D
Você não estaria interessada? Não, não estaria. Conhece alguém que estaria? Não, não conheço. Nem um amigo, um parente? Não!
Coisa chata, viu?
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