sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Barbudinho & Eu

De todas as coisas desse universo que eu já tive o prazer de presenciar, falo, sem dúvida, que uma das que mais me encantam é um cachorro, ou gato, ou, sei lá, javali, bebendo água.

Sério, pode parecer idiotice, mas eu acho lindo, sempre paro pra ver e sorrir um pouco. Na verdade, o que me encanta nos animais são essas coisas simples, do tipo beber água, caçar, dormir ou roncar, coisas que qualquer um deles faz naturalmente, e que são bonitas. Não gosto de animais com roupas que resolvem equações e dançam Macarena. Nem um pouco.

Porque estou falando isso? Porque, recentemente, eu fiz um amigo canino, que me conquistou fazendo o que os seres de sua espécie fazem melhor, latir.

Acontece que eu vou a pé trabalhar, porque o local onde trabalho é absurdamente perto de casa, então, um belo dia, lá estava ele, sentado em uma calçada tentando fazer cara de bravo. Não sei descrevê-lo bem, sei que era um cachorro de rua, mas não um típico vira-lata. Ele é o que eu chamo de “vira-lata barbudinho” porque tem, obviamente, barba. Mas barba canina, né, na verdade, é só o pelo dele que forma algo parecido com uma barba, não é o tipo de coisa que uma Gillete Mach 3 resolveria.

Eu de longe olhei e pensei “olha só, um vira-lata babudinho! Vou brincar com ele” porque eu tenho um problema sério com cachorros de rua, sempre tento fazer um carinho, ainda pego sarna ou pulgas por causa disso, quando acontecer, eu aprendo (mas quando o cachorro é visivelmente sarnento eu não chego perto, porque né), por enquanto eu tento alegrar um pouco o dia deles. Com esse não foi diferente, o problema foi que ele se afastou enquanto latia feito um doido, eu parei um pouco e tentei parecer simpático, ele parou de latir também e ficou me olhando, mas bastou eu dar um passo para ele começar tudo de novo.

Pois bem, desisti dele e segui meu caminho de trabalhador-futuro-da-nação.

No outro dia, lá estava ele, exatamente no mesmo lugar, ainda tentando fazer cara de bravo, decidi então usar outra tática, o ignorei até chegar bem perto, e, então virei para ele, assim ele não estaria preparado para a minha simpatia.

O problema foi que ele se assustou, e saiu correndo até a esquina, onde parou e começou a latir como se não houvesse amanhã, novamente, ignorei.

Mas, dia após dia, eu tentava conquistá-lo, porque, dia após dia, ele estava no mesmo lugar, só não sei fazendo o que. E, de tanto tentar, acabei conseguindo. Depois de um tempo, quando eu passava, ele abanava o rabo e ganhava um carinho, às vezes até metade de uma maçã que eu comia, porque descobri, graças a Suzy, que cachorros adoram maçã.

Não sei se você tem uma rotina, provavelmente sim, pois então, o Barbudinho virou parte da minha rotina, todo dia, estivesse eu disposto ou cansado, triste ou feliz, ele estava lá, abanando o rabo e esperando uma coçadinha na cabeça, todo dia.

Mas essa semana ele não apareceu, assim mesmo, eu simplesmente subi a mesma rua, no mesmo horário, e ele não estava mais lá. Não sei o que foi feito dele, se ele arranjou um dono, ou, Deus o livre e guarde, morreu, só sei que ele sumiu.

É bobo como esse tipo de coisa praticamente insignificamente me afeta, mas sei que minhas manhãs não serão mais as mesmas, de um jeito ou de outro, o Barbudinho me animava.

Acho que vou mudar meu caminho até o trabalho.

6 palhaçadas:

Gabriela Petrucci disse...

Iiiih, cê tá igual minha mãe. Outro dia te conto as histórias.
E isso me faz pensar numa coisa: EU NÃO SEI QUAL É O CÍRCULO DE AMIZADES DO MEU NAMORADO!!!



HJASUIDHIASUHDUIAS


Beeeeeeeeeeeijos ♥

Marcella Leal disse...

Henrique, você fez amizade com um cachorro de rua? Eu li direito?
Bem, não use sabonete nos proximos meses, lave o corpo com xampú...

Beijos

Clariano disse...

aaah :/
qdo disse barbudinho, logo pensei que fosse eu.
IUASHIUHSIUHHAIUHUAHSIUAHS
brinks :B

Jéssica Trabuco disse...

Own.. que coisa foufa!
Espero que ele volte viu?

:)

Ana.K disse...

E agora, por onde anda Barbudinho?
Espero sinceramente que ele reapareça pra mais um dia de palhaçadas a parte, soijasiajisa.

Amizade canina as vezes vale mais que uns seres humanos por aí, rs.

Beijoooo :*

Au disse...

Trabalhar perto de casa deve ser muito bom!
Existem dias que demoro até duas horas para chegar no trabalho...

E que sorte a sua encontrar o Barbudinho, hahaha...
Também tenho esse amor de graça com os cachorros, quando criança ficava maior triste por não poder levá-los para casa.


Abraço!

 

Copyright 2007 ID Media Inc, All Right Reserved. Crafted by Nurudin Jauhari