Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Sobre Frio, Calor e Computadores Voadores

Dia desses, um pouco gripado, resolvo deixar o computador e ir me deitar, mas como comigo as coisas sempre saem um pouco erradas, o simples ato de encostar a minha cabeça na fronha levemente perfumada de amaciante acionou alguma área esquecida do meu corpo, área essa responsável pela pior febre da história.

Meu corpo pesava uns quinhentos quilos, desses, dois terços era a minha cabeça, logo vira-la era algo praticamente impossível. Madrugada adentro eu suplicava em um estado de semi-consciência a Deus para que o meu corpo tivesse apenas uma sensação térmica. Afinal, da cintura pra cima, meu corpo queimava, minha testa estava encharcada de suor juntamente com minhas costas, paralelamente a isso, meus pés congelavam e meus joelhos batiam enquanto tremiam.

Após algumas horas, ou minutos (uma vez que o tempo nunca foi tão relativo) Deus deve ter se confundido com minhas preces e simplesmente inverteu as sensações, dessa vez, meus pés queimavam e meu peito congelava. Junto com isso, o peso da minha cabeça aumentou uns cento e trinta quilos.

Quando me dava conta de que estava acordado e resolvia abrir os olhos, o mundo me saudava com giros de contentamento. Uma bandeira do Brasil que fica pendurada imediatamente acima de minha cabeça parecia estar a minha frente, mas então onde está o computador? Obviamente, pendurado acima de minha cabeça.

Nesses momentos eu não tinha mais certeza se estava ou não acordado, parecia um sonho, um sonho febril de calor frio e computadores voadores.

A garganta estava seca, precisava de água, dormi de verdade.

Manhã seguinte, como milagre parecia ter melhorado, abri os olhos, computador e bandeira em seus devidos lugares, calor no corpo inteiro, é, parecia estar tudo bem. Lembrei-me que estava com sede, sentei na cama com facilidade, minha cabeça estava com o peso normal, procurei os chinelos, os calcei fiquei de pé e quando dei o primeiro passo o mundo simplesmente girou junto com ele.

Parei. O calor que meu corpo sentia se transformou em frio. Resolvi dar mais um passo, mais um giro. Resolvi voltar para a cama.

A manhã seria longa, mais semi-consciência estaria por vir, permeada por sonhos inacabados, confusão térmica, e aquela maldita sede que não passou nem quando tomei quase dois litros d’água de uma vez.

Certa vez li em algum lugar que deveriam vender febre em cápsulas, como uma droga. Caso fosse igual a essa que eu senti, seria a pior droga já inventada. Não te estimula não lhe deixa feliz, não lhe deixa dormir nem ficar acordado, a única sensação boa que você tem, é quando o efeito passa.

Mas a sede continua.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Muitas Treta cos Truta

Eu não sei o que anda acontecendo comigo, ou pior, com os outros.

Se você me conhece bem, ou pelo menos lê este blog a um pouco mais de tempo, deve saber que eu sou um cara essencialmente pacifico, isso é, eu definitivamente não gosto de brigas. Posso adorar histórias violentas (inclusive, a HQ é bem violenta) mas isso não quer dizer que eu desejo viver em uma dessas historias. O problema é que, por mais que você tente deixar a violência não passar de ficção na sua vida, às vezes o mundo tenta te obrigar a mudar totalmente seus conceitos, e eu já dei alguns exemplos pra você.

Mas dessa vez, algo um pouco mais intenso aconteceu.

Último sábado, saindo da loja de mangás onde ocorrem as reuniões com os outros membros da HQ, e uma boa dose de bagunça e compartilhamento de cultura inútil, eu o Ulisses e mais um monte de gente fomos para o shopping a fim de não fazer nada. Quer dizer, na verdade nós jogamos sinuca, mas isso não tem definitivamente nada a ver com a história.

Depois das partidas de sinuca, nós que não passamos de um bando de nerds/otakus/losers não vimos absolutamente nada de interessante na merda do shopping (na verdade, eu acredito que todos ficaram com a mesma vontade quase incontrolável de ir a loja de brinquedos que eu, mas ninguém falou nada) então nós saímos dele, atravessamos a avenida e sentamos na calçada em frente a uma Agência do Banco do Brasil.

E lá ficamos, altos papos sobre rpg’s, games, quadrinhos, filmes, séries da década de oitenta e a morte de Michael Jackson (afinal, você sabe que ele morreu né?) quando uns manos ViDa LoKa passam de bicicleta e gritam:

-Ow seus emos.

[PAUSA] Caso você não saiba, o que eu chamo de “mano ViDa LoKa ” é a galera da periferia que usa calças no meio da bunda estilo “mamãe troque minha fralda” bonés de crochê, camisetas até o joelho, tênis de marca e pulseiras de prata de bali roubadas. Eles ouvem musica no alto falante do celular (como musica, abstraia e leia funk/rap), saem de casa apenas para caçar encrenca e torcem para o Corinthians. Caso você ainda não tenha entendido use a imagem abaixo como referencia:

Iaew! TrUuUtA, FiRmAaUm??!?

Agora recapitulando, eu odeio confusão, os manos ViDa Loka adoram, ou seja, a única coisa que eu tinha a fazer era ficar quieto.

Todos na roda entenderão isso, mas um amigo meu, que será tratado aqui como o Imbecil teve a brilhante idéia de responder para os manos ViDa LoKa:

-Ce ta louco?

Esse talvez tenha sido o ato mais idiota que eu já presenciei, o resto da roda com certeza concordou, e outro amigo meu, que será tratado aqui como o Sensato virou para o imbecil e disse:

-Cala a boca!

O problema é saber qual das duas frases os manos ViDa LoKa ouviram, mas o que aconteceu foi:

Os elementos chegaram na esquina, viraram as suas “magrelas”, também conhecidas por bicicletas, e começaram a vir em nossa direção.

-Ah, caralho, eles vão voltar- Disse alguém na roda.

Nesse momento o Imbecil deu uns passos para trás dizendo:

-Vamos juntar ai, vamos juntar, não quero ser o primeiro a apanhar.

Ele não queria ser o primeiro, mas definitivamente, era o único que merecia.

Os manos se aproximaram e então aquele que aparentemente era o líder do bando (talvez porque tivesse um protótipo de cérebro, ou por ter mais pelos pubianos, vai saber) chega para nós, tira um revolver do saco e diz:

- KeiM FoI Ki MaNdO NóIs CaLa a BoKa AewWwW?!

Lembrando, eu não gosto de brigas, agora imagine se ela envolve armas de fogo? Nesse momento eu fiquei estático, continuei sentado, não movi um músculo, apenas olhava fixamente para a arma que esta a um palmo do meu rosto.

-Não, não, aqui ninguém disse isso não cara.

-FaLa AeWwW KeiM Ki FoI?!?

-Ninguém cara, de boa, aqui ninguém é emo também, mas é de boa, ninguém falou nada não cara.

Comecei a calcular rotas de fuga, talvez fugir em meio ao trafego? Entrar na agencia bancaria ou sair correndo e pulando como um canguru para evitar ser atingido pelos tiros, meu cérebro começou a aceitar a idéia de fingir de morto, se aquela situação não acabasse em dois minutos eu começaria a babar e tremer a fim de simular uma convulsão seguida de morte.

-Na OrA di FalA CeiS SaAuM HoMi, AgOrA NinGuEiN AsSuMe.

Nessa hora ele enfiou de volta a arma na cueca, e deu indícios de que ia embora, subiu na bicicleta e, antes de deixar-nos em paz, ainda soltou a sua última ameaça:

-CeiS que CagUeTa NoiS Ki NoIs CaSsA O CeiS AtE Nu InFeRrRNu!

E foi embora com o resto de sua matilha. Eu estava definitivamente em choque, após eles finalmente sumirem de vista, todos começaram a xingar o Imbecil e isso pareceu acalmar um pouco os ânimos.

Agora me diz, eu sou um cara pacifico, evito ao máximo me envolver em brigas, na verdade, espero morrer sem ter que participar de uma, de que me adianta ser assim? O mundo parece pautado em violência, os manos ViDa LoKa que não tinham motivo nenhum para mexer com nós na rua, que de emo não temos nada, não tinham nem um décimo de razão, mas ainda assim por causa da maldita violência nós fomos obrigados a aceitar, a dar a razão para eles.

Por que Diabos esse tipo de coisa não fica só na ficção? Na arte, para nos mostrar como atitudes assim são desprezíveis?

Será que não há outra maneira de resolver as coisas?

Sinceramente, eu tenho medo de descobrir a resposta pra essa pergunta.

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Eu sei que ficou imenso, mas não queria enrolar vocês com mais uma série, sem falar que o número de ameaças de morte que recebo quando as faço as vezes é bem assustador.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Picadeiro Público #2

E para aqueles que entraram em desespero achando que esse mês não teria Picadeiro Público, aqui está:

Picadeiro Público (30/05)

Ulisses

vontade de roubar a idéia.. mas não daria muito certo no meu blog.. haehaeh não tenho muitos leitores... =/

Ou seja, não é pra ninguém daqui ler o blog do Ulisses. Mentira, leiam sim.

Mayara Buss

esses comentários entram no próximo 'bate papo'?? ^o)
=P

Ainda estou pensando...

Philip Rangel

Hummmm...legal as suas respostas...agil e pratico neee

Mas é claro, sou um gênio.

Tempo Demais (04/06)

Ulisses:

meu futuro é issaê =/

Um empresário bem sucedido?

Mayara Buss

você bebe??
=P

Engraçadiinha.

Vou Viajar (Eu Acho) (10/06)

L. Sathler

Ah, não vai não! :(
Ou sim, vem pra cá! HAHAHAHA
:*

Da próxima vez, se você continuar chamando, é bem capaz que eu vá hein.

Varda

P/ onde vc foi??

;*

Pro rio...

Rafael

Pode deixar, não vou me matar. Embora isso seja mais fácil do que fazer greve de fome. HAuahuah
Abraço

Viram só? Leitores burros, ele sim pensa.

Má Companhia (16/06)

V. Martins

É. Deve ter sido engraçado na hora '-'

Bom, eu avisei.

Grudi

hã?

Manda ele jogar pump e boa XD

Haha, está ai, talvez a única técnica que funcione com ele.

.jú souza

rir da desgraça alhei é legal .-.

er, gostei do blog. *:

Desde que não seja da minha, é legal mesmo.

Quando o Vi Pela Última Vez (21/06)

Mayara Buss

O dia em que a Terra parou...
Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou


me remete
Oo

Não saia da minha cabeça enquanto escrevia.

Rafael

Que medo. Foi bem macabro.
Abraços

Olha só quem fala...(aliás, o blog dele definitivamente merece uma visita)

Tataahzinha

Um pouco triste, mas muito bem escrito e suas idéias ficaram expostas de uma forma bem clara!
Bem reflexivo!
adorei seu blog e seu jogo com as palavras!
beijinhos!
;*

Já zerei o tal jogo umas três vezes, hehe, brincadeirinha. Obrigado.

Gabriela Vasconcellos

Você consegue escrever qualquer coisa, fato.

Parto do princípio que isso foi um elogio, aliás, até história em quadrinhos eu escrevo, sabia?

Rafa Cullen

muuyto obrigada por ter vistado o meu blog ^^ entãão, estou esperando atualizações do seu =D inspira pra escrever, ler seus posts, sabiia? *-* vc deve ser um cara legal, sorte de quem te conhece ^^ beijinhos ;*

Ahh, adoro quando me dizem isso, obrigado. E sim, eu sou um cara bem legal, moreno, alto bonito e sensual.

Bram Stoker Ficaria com Inveja (28/06)

Rafael

Realmente, morder o joelho é um ato muito prazeroso... Mordo sempre ao acordar de manhã.

Ah, a ironia...Afinal, isso foi irõnico né?

Ulisses

eu gostei =)

De morder o joelho?

Mayara Buss

claro que o Ulisses ia gostar, é estranho ^o)
e vc tbm hemm, morder o joelho?!?!
bom mesmo é morder a bochecha qndo tá anestesiada, depois de ir ao dentista, e qndo passa o efeito fica um super machucado pq não dava pra sentir nada antes
hahahaha

Hehe, você pelo jeito é mais estranha que eu e o Ulisses juntos, até porque, morder o joelho não machuca.

Jú Souza

definitivamente morder o joelho não é legal (tentei isso agora, er)

*:

Esqueci do "crianças, não tentem fazer isso em casa" hehehe. Brincadeirinha.

Domingo, 28 de Junho de 2009

Bram Stoker Ficaria com Inveja*

As vezes eu acho que sou bem sortudo, sempre quando não tenho o que postar, uma alma caridosa me indica a algum meme, dessa vez a salavadora foi a Letih P. lá do Capitch!

O meme? É esse:


Regras:


1)Falar o blog que te mandou:

Já fiz isso, não?


2) Responder as perguntas:

a) Falar cinco coisas que você JÁ mordeu:

  1. Comida;
  2. Saquinho de ketchup, maionese;
  3. Minha língua;
  4. Meu joelho, e é legal;
  5. Ninguém.

b) Cinco coisas que você NUNCA morderia:

  1. Minha língua, propositalmente;
  2. Bosta;
  3. Qualquer tipo de animal (vivo, e cru);
  4. Aquelas coisas estranhas que vem no meio da feijoada;
  5. E qualquer outra parte do meu corpo que não seja o joelho, porque morder o joelho é legal.

c) Cinco coisas que você QUER morder:

  1. Nesse exato momento, uma pizza de calabresa;
  2. Ou uma lasanha, de calabresa também;
  3. O meu joelho;
  4. Ninguém;
  5. Algum remédio que me faça dormir.

3) Repassar para 3 blogs:

Não repassarei pra ninguém, se você gostou, é só responder que eu coloco o link aqui.


**Update**

O Ulisses disse que um dia responderá, o blog dele é o Diary of a Madman

a Larissa também vai, o blog dela eu não consegui acessar, hehe.

*Se alguém aqui citar Stephanie Meyer eu mordo até matar.


Domingo, 21 de Junho de 2009

Quando o Vi Pela Última Vez

A manhã demorava cada vez mais pra chegar, o Sol parecia cada vez mais fraco, a noite cada vez mais profunda.

O frio as casas, ruas e corações, a melancolia tomava conta, a vida fugia.


Tudo parecia ter menos sentido e mais importância, aquele abraço, aquele “eu te amo” e aquela surra que deixou de acontecer começaram a fazer falta.


Enquanto o tempo demorava para passar, todos sabiam que ele estava acabando, tudo se arrastava e morria, tudo estava deixando de existir.


As pessoas não saiam mais de casa, os cães passaram a ignorar os gatos, os pássaros não cantavam mais, as melodias haviam sumido, e as flores haviam desistido de florescer.


E quando o empregado não ia trabalhar o patrão não via mal, o patrão já havia esquecido e sua empresa.

E quando não havia o que comer, ninguém reclamava, ninguém mais sentia fome, e caso sentisse não tinha animo pra comer.


As pessoas não dormiam mais, afinal, não tinham sono, ninguém mais vivia.


Enquanto o vento gelado preenchia o mundo, o Sol se apagava.


O mesmo vento gelado invadia cada vez mais os corações e as vidas. Ninguém mais queria saber de nada, o mundo estava entregue.


E então, certo dia, o Sol nada mais era que um pequeno foco de luz na escuridão, ninguém mais lembrava que estava vivo. Ninguém percebeu quando o mundo acabou.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Má Companhia

Japonês: haha, se ferrou.
Henrique: E você da risada?
Japonês: Sim, eu sou sádico, rio do sofrimento alheio.
Henrique: Do seu você não ri né o filadaputa...
Japonês: Eu não, sou hipócrita.

Ria.
Se quiser, na hora foi engraçado.

(não precisa avisar que voltei né?)

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Vou Viajar (Eu Acho)

Mas por via das dúvidas eu volto só semana que vem.

Nada de suícidios ok? Uma greve de fome está de bom tamanho.

Tchau!
 

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